Pois ninguém diria. Diríamos antes que tem apanhado muito sol nessa cabeça.
Pois ninguém diria. Diríamos antes que tem apanhado muito sol nessa cabeça.
... elege-se um deputado assumidamente gay. Parabéns Miguel.
... em eleições legislativas, perto de 55% dos eleitores portugueses votaram em partidos que apoiam a aprovação do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
... bandeiras arco-íris no discurso de vitória de um futuro primeiro-ministro. Já esperámos tempo demais, com prejuízo na vida de muit@s. A igualdade total na lei é (mais do que nunca) inadiável.

Aproximam-se a passos largos as eleições legislativas. Uma certeza: é assustadora a ideia de Ferreira Leite no poder. Acredito que tal seria um retrocesso civilizacional (a muitos níveis) para Portugal, com efeitos reais na vida de tod@s nós que por cá vamos vivendo.
José Socrátes, actual primeiro-ministro e candidato ao mesmo cargo, promete a igualdade no acesso ao casamento civil para todas e todos, caso seja reeleito. Independentemente da votoção do PS contrária à igualdade no parlamento, no ano passado, ou de qualquer oportunismo político ou coisas do género, a realidade agora é esta: com a reeleição de Sócrates vamos assistir a um passo gigantesco em Portugal no que diz respeito aos direitos fundamentais. Um passo que, acredito eu, é equiparável ao alargamento do direito de voto às mulheres ou, em alguns países, à igualdade formal entre brancos e negros. Será uma vitória, como nestes casos, de tod@s nós que acreditamos na democracia e não apenas de (nós) gays e lésbicas.
É verdade que não é esta medida que faz toda uma agenda política. E é verdade que não é a igualdade plena (em termos legais) que está "prometida" (parentalidade, lei de identidade de género...). Mas é uma medida que, além de certamente abrir portas a outras necessárias, irá ter repercurssões transversais a vários níveis. Na forma como entendemos a vida em sociedade (democrática), a negociação de direitos e deveres com outr@s, o que é permitido e o que não é, em que medida pode e deve o Estado regular a vida de cidadãs e cidadãos... Afinal é isto a política, certo? O que está em causa não são apenas os direitos que advêm do casamento civil e que lésbicas e gays vão passar a usufruir - caso contrário aceitaríamos sem problemas o dito casamento com outro nome.
Ainda não decidi qual será o meu voto lá para Setembro. Confesso que, emocionalmente, será estranho votar PS. Mas política não é um campeonato de futebol. Não é ser desta ou daquela tribo. Quanto muito, é ser da tribo daqueles e daquelas que acreditam nas mudanças reais e concretas. E aqui e agora.
Diz o Miguel que: "Não desejamos que as coisas estejam mal para podermos justificar as lutas, desejamos que elas melhorem mesmo e quanto mais cedo melhor". Concordo em absoluto.
Diz Alberto Gonçalves num enjoativo artigo do DN, a propósito do Movimento pela Igualdade: "Embora conheça meia dúzia das "personalidades" envolvidas e respeite duas ou três, surpreendi-me face às dimensões do universo em se movem os gays e os activistas da "causa": altos quadros do Estado, artistas (com ou sem aspas), empresários da cultura (idem), figuras do espectáculo, académicos, líricos e similares. É, parece-me, um universo pequenino, que cabe em duas ruas do Chiado e não cede espaço a cantoneiros, repositores de supermercado, camionistas, escriturários e técnicos de ar condicionado."
Olhe que não. Basta uma vista de olhos rápida às profissões das mais de 5000 pessoas que já subscreveram esta petição, para perceber que esta é uma causa de tod@s!
Em apenas 3 dias, juntaram-se mais de 4000 subscritor@s ao Movimento pela Igualdade no acesso ao casamento entre pessoas do mesmo sexo ao grupo de 1000 subscritor@s inicial.
00h51min: 4034
Não quer ser @ próxim@?